Mostrando postagens com marcador contação de história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contação de história. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Contação de História - "Natureza Maluca"

Já que falamos sobre bichos no post anterior, vou compartilhar o texto "Natureza Maluca", de Edgard Bittencourt. A história é uma delícia de ser contada e ouvida, pois traz rimas que encantam as crianças, e justamente por isso, gosto bastante de trabalhá-la com os pequenos, através de expressão corporal.

Natureza Maluca

Que natureza maluca!
Nela há bichos de montão
Uns você acha bonitos, outros não.
Uns, como a gente, vivem do dia
Outros, à noite começam a folia.
Enquanto um gosta de muito calor
Outros não precisam de ventilador.
Uns bichos trabalham demais
Outros, preguiçosos, jamais.
Este aqui quase não dá pra ver
Já esse outro, nem no livro vai caber.
Uns se parecem com a gente
Outros são bem diferentes.
Enquanto uns moram na mata
Outros vivem na maior mamata.
Uns bichos vão para a panela
Outros têm a boca maior que a janela.
Certos bichos são um encanto
Já outros, perigosos, nem tanto.
Mas você, que é bicho também,
Pode ser amigo de mais de cem! 


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lenda do Baobá



Original da África, o Baobá é uma das árvores mais antigas da terra. Conhecido nos meios científicos com o nome de Adansonia Digitata, o baobá, quando adulto, é considerada a árvore que tem o tronco mais grosso do mundo, chegando em alguns casos, a medir 20 metros de diâmetro. São árvores seculares, testemunhas vivas da história, que chegam até aos 6.000 anos de idade.
Esse colosso vegetal pode atingir trinta metros de altura e possui a capacidade de armazenar, em seu caule gigante, até 120.000 litros de água. Por tal razão é denominada "árvore garrafa". No Senegal, o baobá é sagrado, sendo utilizado como fonte de inspiração para lendas, ritos e poesias. Segundo uma antiga lenda africana, se um morto for sepultado dentro de um baobá, sua alma irá viver enquanto a planta existir. E o baobá tem uma vida muito longa: vive entre um e seis mil anos.
Uma das principais curiosidades a respeito dessa árvore tão especial é que seu tronco é oco. Muitas lendas africanas procuram explicar esse fenômeno, mas esta que vou compartilhar com vocês é a melhor de todas, no meu entendimento, porque propõe comparar a árvore aos nossos sentimentos. Em sala de aula, vale dramatizar a história, fazer vozes e sons diferentes e principalmente, curtir muito essa maravilhosa lenda!



O coração do baobá

No coração da África, havia uma extensa planície. E no centro dessa planície, erguia-se uma alta e frondosa árvore. Era o baobá.
Um dia, embaixo do sol escaldante do meio-dia africano, corria pela planície um coelhinho, que, exausto, suado, quando viu o baobá, correu a abrigar-se à sua sombra. E ali, protegido pela árvore, ele se sentiu tão bem, tão reconfortado, que olhando para cima não pôde deixar de dizer:
- Que sombra acolhedora e amiga você tem, baobá! Muito obrigado!
O baobá, que não costumava receber palavras de agradecimento, ficou tão reconhecido, que fez balançar os seus galhos e tremular suas folhinhas, como numa dança de alegria.
O coelho, percebendo a reação da árvore, quis aproveitar-se um pouquinho da situação e disse assim: - É, realmente sua sombra é muito boa.... Mas e esses seus frutos que eu estou vendo lá em cima? Não me parecem assim grande coisa...
O baobá, picado no seu amor próprio, caiu na armadilha. E soltou, lá de cima de seus galhos, um belo e redondo fruto, que rolou pelo capim, perto do coelhinho. Este, mais do que depressa, farejou o fruto e o devorou, pois ele era delicioso. Saciado, voltou para a sombra da árvore, agradecendo:
- Bem, sua sombra é muito boa, seu fruto também é da melhor qualidade. Mas... e o seu coração, baobá? Será ele doce como seu fruto ou duro e seco como sua casca?
O baobá, ouvindo aquilo, deixou-se invadir por uma emoção que há muito tempo não sentia. Mostrar o seu coração? Ah... Como ele queria... Mas era tão difícil... Por outro lado, o coelhinho havia se mostrado tão terno, tão amigo... E assim, hesitante, hesitando, o baobá foi lentamente abrindo o seu tronco. Foi abrindo, abrindo, até formar uma fenda, por onde o coelho pôde ver, extasiado, um tesouro de moedas, pedras e joias preciosas, um tesouro magnífico, que o baobá ofereceu a seu amigo. Maravilhado, o coelho pegou algumas joias e saiu agradecendo:
- Muito obrigado, bela árvore! Jamais vou te esquecer!
E chegando à sua casa, encontrou sua esposa, a coelha, a quem presenteou com as joias. A coelha, mais do que depressa, enfeitou-se toda com anéis, colares e braceletes e saiu para se exibir para suas amigas. A primeira que ela encontrou foi a hiena, que, assaltada pela inveja, quis logo saber onde ela havia conseguido joias tão faiscantes. A coelha lhe disse que nada sabia, mas que fosse falar com seu marido. A hiena não perdeu tempo: foi ter com o coelho, que lhe contou o que havia acontecido.
No dia seguinte, exatamente ao meio-dia, corria a hiena pela planície e repetia passo a passo tudo o que o coelho lhe havia contado. Foi deitar-se à sombra do baobá, elogiou-lhe a sombra, pediu-lhe um fruto, elogiou-lhe o fruto e finalmente pediu para ver-lhe o coração.
O baobá, a quem o coelhinho na véspera havia tornado mais confiante e mais generoso, dessa vez nem hesitou. Foi abrindo o seu tronco, foi abrindo, bem devagarinho, saboreando cada minutinho de entrega. Mas a hiena, impaciente, pulou com suas garras no tronco do baobá, gritando:
- Abra logo esse coração, eu não aguento esperar! Ande! Eu quero todo esse tesouro para mim, eu quero tudo, entendeu?
O baobá, apavorado, fechou imediatamente o seu tronco, deixando a hiena de fora a uivar desesperada, sem conseguir pegar nenhuma joia. E por mais que ela arranhasse a árvore, ela nada conseguiu.
A partir desse dia é que a hiena ganhou o costume de vasculhar as entranhas dos animais mortos, pensando encontrar ali algum tesouro. Mal sabe ela que esse tesouro só existe enquanto o coração é vivo e bate forte.
Quanto ao baobá, nunca mais ele se abriu. A ferida que ele sofreu é invisível, mas dificilmente curável. O coração dos homens se parece com o do baobá. Por que ele se abre tão medrosamente quando ele se abre? Por que às vezes ele nem se abre? De que hiena será que ele se recorda?
FIM





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A verdadeira história dos 3 porquinhos

Os contos de fadas fazem parte do universo infantil, e este livro mostra que é possível fazer novas escritas para uma história que encanta os pequenos. Nesta versão, é o lobo quem explica como se desenrola o conflito com os 3 porquinhos. É diversão e aprendizagem garantidas!!! (as imagens estão na ordem correta, se clicar em cima elas ficam grandes)































terça-feira, 17 de agosto de 2010

Arte afro-brasileira: Bruna e a galinha d´Angola

Estou desenvolvendo com as turmas de Ensino Fundamental o projeto "Africarte", que visa o estudo da arte africana e afro-brasileira, no sentido de incentivar o respeito à diversidade, propor o reconhecimento da cultura africana como um dos principais berços da cultura brasileira, entre outros objetivos.
Com os 3ºs anos, foi contada a história "Bruna e a galinha d´Angola" com o auxílio do datashow, para que os alunos pudessem acompanhar a história e visualizar as imagens. Como tive um pouco de dificuldade em encontrar o livro (encontrei graças a um blog de uma educadora, quando encontrar o link posto aqui), estou disponibilizando através de fotos em JPG (elas estão na ordem exata do livro), é só clicar em cima que a imagem aumenta.

















 Após a contação da história, fizemos algumas discussões sobre o continente africano e as heranças culturais que recebemos deste povo. Em seguida, propus às crianças que participassem da história como amigos da Bruna, fazendo galinhas d´Angola com barro.
levei argila, expliquei sobre as propriedades do material e seu manuseio, e mostrei como o animal poderia ser produzido.
Todos amaram pôr a mão na massa, especialmente porque a maioria não havia tido contato com argila anteriormente. Então, exploraram bastante o material e criaram lindas galinhas, capazes de fazer inveja à própria Bruna da história.


Agora  é esperar as galinhas secarem, o que deve demorar cerca de 2 semanas por causa do tempo úmido, para poder fazer a pintura. Estamos na maior expectativa!